Cirurgia de mudança de sexo pelo SUS: Como Funciona? Veja Aqui!

O Sistema de Saúde Único do Brasil, conhecido comumente como SUS é uma das formas de levar saúde de graça para toda a população brasileira, não importa em qual canto seja de nosso país.

Você sabia que pelo SUS é possível realizar uma série de procedimentos? Um deles é a mudança de sexo para pessoas trans, o que vai além de se sentir com seu corpo correspondente, mas também uma mudança mental e de aceitação interna.

Veja aqui informações completas sobre como funciona, quem pode fazer, como iniciar o processo e tudo que você precisa saber. Fique por dentro.

Cirurgia de mudança de sexo pelo SUS: Como Funciona?

Cirurgia de mudança de sexo pelo SUS: Como Funciona?

O Ministério da Saúde autorizou de maneira formal que o SUS faça os procedimentos médicos de redesignação sexual feminina para homens trans, ou seja, para as pessoas qu nascem com vacina mas que entram com o processo social e legal como homens.

Segundo publicado no Diário Oficial, o tratamento está dentro dos procedimentos para materiais especiais. Os procedimentos só serão oferecidos para aqueles que entraram com medidas judiciais para a execução.

Esse procedimento é conhecido como a vaginectomia e metoidioplastia com visão à trangenitalização feminino para masculino devido às questões judiciais. Esse é um processo que em prática, remove toda a vagina ou grande parte dela, enquanto a metodioplastia é o procedimento que faz o uso de hormônios para que o clitóris possa se desenvolver, tomando o tamanho e a forma de um pênis.

É necessário que o paciente tenha entre 21 até 75 anos, sendo que o processo completo inclui a cirurgia e acompanhamento psicológico, tanto previamente quanto posteriormente à execução do procedimento.

Porque a cirurgia ainda é demorada?

Cirurgia de mulheres trans – que nascem com o sexo masculino e assumem identidade feminina -, já são feitas há algum tempo a mais, visto que há uma maior facilidade de execução do que para a de homens trans.

Introduza no ano de 2006, a Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde, colocou o direito ao uso do nome social – dos quais travestis e transexuais escolhem ser chamados de forma social -, em todo o SUS.

Já em 2008, foi o início das cirurgias de redesignação sexual. Apenas no estado de São Paulo, são cerca de 30 mulheres transexuais que estão com agendamento para serem atendidas no ano de 2021 pelo SUS. No ano de 2019 foram feitos 3.440 procedimentos desse em nosso país.

A demora para que aconteça ainda é causada pela complexidade da cirurgia, que exige avaliações psicológicas e psiquiátricas por um período prévio de 3 anos, sendo feita de forma semanal e com diagnóstico final, do qual pode liberar ou não, o paciente para a tão esperada cirurgia.

Outra característica que torna com que o processo seja lento, é que há uma pequena quantidade de hospitais que possuem a tecnologia necessária para se fazer a cirurgia. Segundo o próprio Ministério da Saúde, os únicos hospitais que podem realizar as cirurgias são:

  • Hospital das Clínicas de Porto Alegre;
  • Hospital de Clínicas de Goiânia;
  • Hospital de Clínicas de Recife;
  • Hospital de Clínicas de São Paulo;
  • Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro.

Os cuidados destinados à população trans é feito por meio de dois componentes: a Atenção Básica e a Atenção Especializada. A primeira, é referente a rede responsável pelo primeiro contato com o SUS, realizando as avaliações médicas e encaminhamentos para especialidades médicas.

Enquanto isso, a especializada é dividida entre ambulatorial – que faz todo o acompanhamento psicológico e hormonal -, e hospitalar, que é a parte de execução da cirurgia e acompanhamento antes e pós operatório.

Como é feito o procedimento?

Redesignação sexual

Com terapia hormonal – que deixa o corpo com as características do respectivo sexo -, é feito a remoção do pênis, colocação de próteses mamárias para mulheres trans, remoção de útero, ovários e mamas para os homens trans. Ademais, há a reconstrução do novo órgão genital.

Para a construção da genitália feminina, os testículos são removidos e assim, a pele do pênis geralmente é invertida, gerando assim o interior da nova vagina, incluindo os vasos sanguíneos e demais terminações nervosas.

Assim, o clitóris é feito pela glande – que é a ponta do pênis. Enquanto isso, para construir a genitália masculina, uma incisão na pele em volta do clitóris é feita, liberado o osso púbico para que seja formado o neopênis. Assim, os tecidos mucosos da vagina e os pequenos e grandes lábios serão revestidos, gerando volume para o membro.

Marcela Mazetto

Conheça Mais Sobre o Autor

Deixe seu Comentário

WebGo Content